Corredores tão escuros, que nem o mais radiante dos vaga-lumes conseguiria transmitir seu brilho e harmônia. Um coração que bateu, não por muito tempo, porém, foram os mais sinceros movimentos.
Coração esse, que agora está paralisado, jogado em um canto, perdido no deserto mais seco, com as noites mais frias, e os dias também. Onde ninguém é capaz de chegar, ninguém é capaz de ir, pois, nunca ninguém se entrega por inteiro, nunca ninguém é capaz de entregar seu coração para um outro. Ninguém, por mais ingênuo que seja, não cometeria o erro de se entregar, para no fim, não haver um final feliz. Um coração que já bateu demais por alguém, e que agora está à merce, na beira, prestes a cair como cai a ultima folha seca. Em um mundo paralelo, onde batidas de coração e sorrisos não caminham juntos.
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